Segurança de OT em 2025: Avanços, Desafios e Prioridades para o Futuro

Redação ARX 3 min de leitura

Nos últimos anos, a linha que separava os ambientes de TI (Tecnologia da Informação) e OT (Tecnologia Operacional) praticamente desapareceu. Antes isolados, os sistemas industriais agora estão profundamente conectados às redes corporativas, o que aumentou exponencialmente a superfície de ataque e colocou a segurança cibernética de OT no centro das atenções de executivos, reguladores e, infelizmente, também de cibercriminosos.

O Relatório de Estado da Tecnologia Operacional e Cibersegurança 2025 da nossa parceira Fortinet, com quem a Brasiline mantém uma sólida parceria MSSP há mais de 16 anos, revela um panorama detalhado do estado atual da segurança industrial, com base em uma pesquisa global realizada com mais de 550 profissionais de setores críticos como manufatura, energia e transporte.

1. A segurança de OT agora é prioridade na alta liderança

Em 2025, 52% das organizações já atribuem a responsabilidade pela segurança de OT diretamente ao CISO, contra apenas 16% em 2022. Essa mudança mostra que a segurança industrial deixou de ser um tema restrito às equipes técnicas e passou a fazer parte da estratégia corporativa, alinhada com a proteção de toda a infraestrutura de TI.

2. Maturidade em alta, incidentes em queda

O estudo aponta que 81% das empresas já se avaliam nos níveis mais altos de maturidade de segurança (3 ou 4, em uma escala de 0 a 4). Nos ambientes de maior maturidade, 65% relataram zero intrusões no último ano, contra apenas 46% entre organizações menos preparadas.

3. As ameaças continuam evoluindo

Apesar dos avanços, 50% das empresas ainda sofreram incidentes no último ano. O phishing segue como vetor de entrada comum, o ransomware permanece entre as maiores ameaças e os ataques alimentados por IA estão em expansão. A manufatura foi o setor mais visado, representando 17% dos ataques direcionados.

4. Consolidação de fornecedores aumenta eficiência e segurança

Em 2025, 78% das empresas usam quatro ou menos fornecedores de OT, simplificando a gestão de segurança. Segundo a Fortinet, clientes que adotam soluções integradas de TI e OT relataram 93% menos incidentes e uma melhoria de 7 vezes no tempo de resposta.

5. Visibilidade mais realista, menos pontos cegos

Curiosamente, empresas mais maduras tendem a reconhecer melhor suas lacunas de visibilidade, entendendo que alguns ativos ainda podem passar despercebidos. Essa consciência é essencial para eliminar vulnerabilidades ocultas em dispositivos legados e configurações inseguras.

6. Melhores práticas fazem diferença

O relatório destaca estratégias que reduzem riscos e minimizam interrupções operacionais, como:

  • Segmentação de redes OT para evitar movimentação lateral de ameaças;
  • Inteligência contra ameaças específicas de OT;
  • Patching virtual e controles de compensação para sistemas legados;
  • Integração da OT em planos de resposta a incidentes e SecOps;
  • Consolidação de fornecedores para melhor coordenação e eficiência.

Conclusão: Progresso real, mas desafios crescentes

O cenário é positivo: maturidade em alta, mais integração entre TI e OT e reconhecimento estratégico da segurança industrial. Porém, com ataques cada vez mais sofisticados, impulsionados por IA e tensões geopolíticas, é essencial manter uma postura proativa e integrada.

Na Brasiline, ajudamos empresas a implementar soluções completas de segurança OT e IT com tecnologia Fortinet, garantindo visibilidade total, proteção contínua e operações resilientes frente às ameaças mais complexas.

Fonte

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Redação ARX

O time de inteligência da ARX CYBER acompanha o cenário de ameaças e traduz o que muda para decisões de negócio.

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